segunda-feira, 19 de maio de 2008

...COTIDIANO_

...COTIDIANO_




...Orfeu Morreu na Madrugada, na Beira Daquela Esquina,
Embriagado, Humilhado, Morreu Por Amor...
Tereza Vinha Cansada, Orfeu Só Nas Farras,
Só na Musica e Poesia...Boêmio...
Tereza na Batalha, na Luta Para Sustentar os Filhos...
Tomou-Se de Coragem, Deu Um Basta, Separou-Se de Orfeu,
Ele Sem Eira Nem Beira, Só Vivia de Malandro,
Quis Não Levar a Sério, Fazer Brincadeira...Mas Não Era,
Largou a Noite, Pegou Trabalho, Deixou o Trago,
Mas Tereza Não Confiava Mais, Desistiu de Amar...Cansou...
Orfeu Tentou...Mandou Rosas, Dinheiro, Se Fez Pai Presente,
Tereza Não o Quis Mais.




Orfeu Retornou Para a Boêmia,
Se Atirou na Bebida...Enlouqueceu...Andava Como Mendigo,
Nem dos Filhos Mais Se Lembrava...
Numa Madrugada Após Altas Rodadas, Lá Pelas Tantas
Tomou a Rua, e Dobrando a Esquina,
Enfarto Fulminante o Esperava...Caiu Já Falecido
Na Morte Que o Abraçava...Orfeu Morreu.
_MAXUEL SCORPIANO_19.05.08/ás 11:15H

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